O PM
lotado no 26º BPM, em Açailândia, havia denunciado que sofreu agressão e
homofobia praticadas por outros militares da corporação. (Foto: arquivo
pessoal)
O soldado Carlos Bahia, de 31 anos, morreu no início da manhã desta
quinta-feira (10) no hospital Carlos Macieira, em São Luís. Ele estava
internado em um hospital de Açailândia desde a semana passada e havia sido
transferido na madrugada dessa quarta-feira (9), de ambulância, para o Hospital
Carlos Macieira, em São Luís, após aguardar cinco dias pelo transporte aéreo,
mesmo com liberação de leito de UTI Ana capital.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a causa da morte do
PM ainda está sendo apurada pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) do
Instituto Médico Legal (IML).
O PM lotado no 26º BPM, em Açailândia, havia denunciado que sofreu
agressão e homofobia praticadas por outros militares da corporação. Além de
registrar um boletim na Polícia Civil, fazer exame de corpo de delito e
notificar o Ministério Público, ele também assinou no dia 27 de junho um termo
denunciando o caso ao comando da Polícia Militar e chegou a pedir ajuda ao
Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Açailândia.
O caso passou a ser acompanhado por entidades que agora cobram punição
ainda mais rigorosa dos responsáveis. Além da discriminação no quartel, os
abusos também ocorreram na casa do militar, que foi agredido e teve a
residência revistada com argumentos de que ele teria abandonado o posto de
serviço para um encontro íntimo.
Carta assinada pelo PM. (Foto: Reprodução / TV Mirante)
O coletivo LGBTQIA+ de Açailândia lamentou a morte do PM. Já a
Secretaria de Estado da Saúde, disse que foi aberto um procedimento
administrativo para investigar a denúncia e divulgou nota informando que a
causa da morte está sendo apurada. Leia a nota na íntegra:
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que o paciente Carlos
Bahia Santos faleceu nesta quinta-feira (10). A causa da morte está sendo
apurada pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) do Instituto Médico Legal
(IML). A SES lamenta o falecimento e se solidariza com familiares e amigos.
Investigações
Sobre as investigações, a Polícia Militar reitera que as investigações
abertas com o procedimento administrativo seguem em andamento. Reforça, ainda,
que não coaduna com qualquer prática de intolerância, visto que, a
discriminação, seja racial, de gênero, religiosa ou por orientação sexual, não
faz parte dos valores adotados pela corporação.
A
Polícia Militar do Maranhão (PMMA) também emitiu nota lamentando o falecimento
de Carlos Bahia. Veja:
A Polícia Militar do Maranhão através do 26° Batalhão de Polícia Miltar
com imensa tristeza, manifesta pesar diante do falecimento Soldado Carlos Bahia
Santos.
A Corporação, enlutada, roga a Deus que, em sua misericórdia, conforte
os corações da família e dos amigos neste momento de profunda e imensurável
dor.
Fonte: Imirante.com