Em uma típica cena de demagogia política, o prefeito Arquimedes Bacelar aproveitou o aniversário de 46 anos para gravar um vídeo alardeando “que era seu aniversário, mas quem estava ganhando presente era a população”. Para completar o exibicionismo, informou o horário das 5 horas da manhã como se fosse um feito extraordinário acordar cedo.
Bastante
preocupado agora em mostrar que trabalhou, Arquimedes anunciou a “quinta
ambulância para chegar mais rápido na zona rural”. Até aí, nenhuma objeção, já
que ele pode anunciar à população o que é sua obrigação. O problema é que,
recentemente, na festa das mães promovida pela Prefeitura, no último dia 12 de
maio, o chefe do Executivo anunciou em alto e bom som: “nós temos hoje sete
ambulâncias. E eu desafio qualquer cidade, administrada por qualquer prefeito
da nossa região, que tenha mais ambulância”. Sete ou cinco ambulâncias?
Pior do que a
Matemática furada do prefeito de Afonso Cunha é a situação da população que
sofre sem medicamentos e sem poder contar com essas ambulâncias de
contabilidade duvidosa. E a escolha por uma ambulância “de presente” para o
município não foi à toa. No último final de semana, uma criança de 1 ano de
idade precisou ser deslocada de carro para um hospital em Coelho Neto porque
nem remédio havia na unidade de saúde mais próxima. A ausência de remédio é
inexplicável. Até 30 de abril, o saldo do Fundo Municipal de Saúde de Afonso
Cunha ostentava 6 milhões, 867 mil, 373 reais e 89 centavos.
É a segunda vez
que um cidadão necessitado de ambulância fica desamparado. O município hoje é
um paciente em estado grave. Enquanto o prefeito se exibe sorridente, a
população chora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Todos comentários postados em nosso site serão primeiro moderados pelos administradores, e os comentários que forem maldosos, preconceituosos e impróprios ao site e aos nossos leitores não serão publicados.