Em
1684, os Índios Anapurus, que se dividiam em meri e assu, já viviam no
território do atual Município, onde, em 1709, mataram o povoador português
Manuel da Silva. Desde então, expediram-se várias ordens oficiais para que se fizesse
guerra aos índios, considerados bárbaros tapuias pelas autoridades, até que, em
1770, lhes foram cedidas três léguas de terras pelo Governador da Província.
O
vocábulo Anapurus é uma corruptela de Muypurás - índios que viviam às margens
do rio Parnaíba - e significa fruta do rio. Em 1729, Brejo era ainda um sítio
que, a 11 de julho desse ano, foi doado a Francisco Vasconcelos seu primeiro
povoador efetivo. Entretanto, a principal povoadora foi a portuguesa Euzébia
Maria da Conceição Alves de Sousa (1745-1839), possuidora de grande fortuna e
de muitos escravos que, acompanhada de seus colonos, chegou à localidade, em
data desconhecida. Mais tarde, foi vitimado por ocasião da guerra da Balaiada,
assim como o capitão Antônio Raulino Garrett (1754-1840) e outros grandes
fazendeiros, o que causou graves prejuízos econômicos e sociais a Brejo.
Segundo o historiador Astolfo Serra, Brejo foi o último reduto dos balaios,
finalmente vencido em dezembro de 1840.
Em
1820, foi elevado à categoria de vila, com a denominação de São Bernardo do
Brejo, pelo alvará de 29 de janeiro de 1820, desmembrado de Caxias. No mesmo
ano, passou a Distrito, criado com a denominação de Brejo, pelo decreto de 18
de abril de 1820, subordinado ao município de Caxias.
Foi
elevado à condição de cidade, com a denominação de Brejo, pela lei provincial
nº 899, de 11 de julho de 1870. Em divisão administrativa referente ao ano de
1911, o município aparece constituído de oito distritos: Brejo, Porto da
Repartição, Milagres Santa Quitéria, Angical, Ponte Nova, São Francisco e
Lagoa. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece
constituído de 4 distritos: Brejo, São Bernardo, Santa Quitéria e Curador. Não
figurando os distritos de Porto da Repartição, Milagres, Angical, Ponte Nova,
São Francisco e Lagoa.
Em
divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de
1937, o município é constituído de dois distritos: Brejo e Magalhães de
Almeida. Não figurando os distritos da divisão de 1933. No quadro fixado, para
vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído do distrito sede.
Não figurando o distrito de Magalhães de Almeida. Pela lei estadual nº 269, de
31 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Estrela dos Anapurus e anexado
ao município de Brejo.
Em
divisão territorial datada de 1 de julho de 1950, o município é constituído de
dois distritos: Brejo e Estrela dos Anapurus. Assim permanecendo em divisão
territorial datada de 1 de junho de 1960. Pela lei estadual nº 2378, de 9 de
junho de 1964, desmembra do município de Brejo o distrito de Estrela Anapurus.
Elevado à categoria de município com a denominação de Anapurus, em divisão
territorial datada de 1 de janeiro de 1979, o município é constituído do
distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Composição Política Atual (Eleitos em 2020
·
Prefeito: José Farias de Castro (Zé Farias) (PDT)
·
Vice: José Renato Araujo Pessoa (Gó) (PCdoB)
Vereadores (Ordem de Votação Eleitoral)
> 1º
Edilson Carlos Martins de Oliveira Júnior (Júnior Moraes(PODE)
> 2º
Leonir Fogliato Cortez (Léo Gaúcho) (PT)
> 3º
Gilberto da Costa (Gilberto da Saúde) (PODE)
> 4º
Hudson do Nascimento Gomes (Hudson ACS) (MDB)
> 5º
Maria do Carmo dos Santos Dutra (Carminha Dutra) (MDB)
> 6º
Neuton Martins de Oliveira (Neuton Verdão) (MDB)
> 7º
João Teixeira do Rego (João Coda) (PTB)
> 8º
José Carlos Carvalho Cunha (Zé Marcinha) (MDB)
> 9º
Luzinete Gomes de Lima (Lúcia Lima) (PODE)
> 10º
João Oliveira dos Santos (João Leriano) (PSD)
> 11º
Marcelo Alves Rufino (Professor Marcelo) (Republicanos)
> 12º
Jocelino de Jesus Campos Ferreira (Jocelino da Van) (MDB)
> 13º
Ricardo Lisboa Brito de Miranda (Ricardo Miranda) (PTB).
Com
informações: Wikipédia/TSE.